Quem me dera, poder gritar em silêncio, para que todos pudessem ouvir minha voz.
Quem me dera, embriagar-me de verdades, em um mundo ditado pelas mentiras.
Quem me dera, ser suficientemente lúcido, a ponto de largar tudo, é desfrutar de minha loucura.
Quem me dera, vestir meus pensamentos, em vez de cobrir-me com sonhos é incertezas.
Quem me dera, parar, viver é sentir o agora, sem cobiçar o amanhã.
Quem me dera, aventurar-me nesses campos, desafiando a probabilidade,
sem ter medo das consequências, dos adjetivos, dos rótulos.
Apenas movimentos livres e soltos.
O presente virou passado, enquanto me espero no amanhã que nunca vai chegar.
Limito-me a caminhar, por que não tenho asas, mas quem me dera.
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